Estrangeiros proibidos de entrar em São Tomé e nacionais obrigados a quarentena

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Cidadãos estrangeiros serão impedidos de entrar em São Tomé e Príncipe e os nacionais e estrangeiros residentes que regressem ao país ficarão obrigados a quarentena, segundo medidas do Governo após a declaração de emergência devido ao surto de Covid-19.

As medidas de exceção previstas pelo executivo são-tomense, liderado por Jorge Bom Jesus, pretendem “fazer face à emergência de saúde decorrente do coronavírus” e constam de um documento assinado pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Wuando Castro de Andrade, a que a Lusa teve acesso.

O documento do Governo são-tomense prevê ainda o encerramento de todas as escolas públicas e privadas a partir das 18:00 (mesma hora em Lisboa) da próxima sexta-feira, dia 20, ficando ainda proibidas, a partir da mesma data, “todas as concentrações públicas de caráter cultural, recreativo, religioso e lúdico, incluindo o funcionamento das discotecas, ‘fundões’ e festas populares”.

Quanto à proibição de entrada de estrangeiros e obrigatoriedade de quarentena domiciliária aos cidadãos nacionais e aos imigrantes em São Tomé, não é indicada uma data para a sua entrada em vigor.

Outras medidas de exceção previstas são a proibição de aterragem de voos ‘charter’ nos aeroportos de São Tomé e do Príncipe e a acostagem de navios de cruzeiro.

“O abastecimento de materiais e consumíveis hospitalares, em regime de urgência, será acautelado por voos fretados para o efeito, em caso de ausência de voos comerciais”, lê-se no documento, que acrescenta que será proibida a saída dos tripulantes e pessoal de apoio de navios de mercadorias. Por outro lado, “está autorizada a entrada de missões técnicas e governamentais a convite do Estado são-tomense, sob a condição de apresentação de teste de despiste do coronavírus, efetuado nos aeroportos de origem”.

Notícia avançada por Dinheiro Vivo

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