Estudantes Bolseiros em Portugal recorrem a prostituição e trabalhos ilegais para sobreviver

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São cerca de 800 jovens sem bolsas de estudo. Por não conseguirem suportar a totalidade das despesas, muitos são obrigados a trabalhar ilegalmente e até a prostituir-se.

Uma aluna que está a fazer a licenciatura no instituto politécnico de Guarda, contou ao DW que a situação é muito grave, existem pessoas a passar fome e miséria.

São cerca de 800 jovens do arquipélago que chegaram a Portugal para preencher vagas em escolas profissionais e institutos nas regiões do norte do país como Bragança, Guimarães, Guarda e Viana do Castelo, ao abrigo de protocolos camarários rubricados entre autarquias dos dois países.

Prostituição como uma das alternativas

Pagavam 65 euros de propina, de acordo com o protocolo camarário. Mas, com o aumento para 95 euros, não conseguem cobrir todas as despesas, na maior parte suportadas pelos pais.

O visto de estudante não lhes dá direito a trabalhar, mas foram obrigados a arranjar alternativas para o seu sustento, acabando por ser explorados e vítimas de racismo.

Há jovens que estão a prostituir-se para sobreviver.

A situação é mais gritante na Guarda, onde estão cerca de 400 estudantes. Existe um receio de que os jovens, não só são-tomenses, possam cair na rede da marginalidade e da criminalidade.

A reação das autoridades são-tomenses

De acordo com o Jornal DW, os factos chegaram ao conhecimento de Elsa Pinto, ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, aquando da sua recente visita de trabalho a Portugal.

De acordo com Elsa Pinto, a enchente que se regista na Embaixada de Portugal em São Tomé resulta do elevado pedido de vistos para ocupar vagas de formação profissional oferecidas pelas autarquias portuguesas.

Notícia avançada pelo Jornal DW

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