Elsa Pinto pondera enviar alguém do Governo à Costa de Marfim

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A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Comunidade, Elsa Pinto, declarou na sessão de auscultação convocada pela Assembleia Nacional a propósito da prisão do pastor são-tomense Uidimilo da Costa Veloso, na Costa de Marfim, que poderá enviar um emissário à Costa do Marfim para desbloquear a situação de prisão deste cidadão.

A Ministra Elsa Teixeira Pinto, foi ouvida pelas Comissões Especializadas Permanentes da Assembleia Nacional, nomeadamente a dos Assuntos Políticos, Jurídicos, Constitucionais e Ética e a da Cidadania, Diáspora e Direitos Humanos na manhã de sexta-feira, tendo garantido tudo fazer, pela parte do Governo da República, para o regresso urgente do cidadão são-tomense preso em circunstância muito criticada, dentro e fora do pais. Esta situação está a provocar um couro de repúdio contra a Igreja Universal de Reino de Deus e a mobilizar uma onda crescente de solidariedade a favor do preso e da sua esposa agora desamparada.

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A governante disse ter recebido a sua esposa, Ana Paula Veloso, há duas semanas, desde essa altura decidiu agir, observando “alguma discrição”, adiantando que diligências estão a ser feitas por via diplomática, junto das autoridades da Costa de Marfim, tanto em Luanda como em Libreville onde a representação são-tomense foi mandatada para contactar a representação diplomática deste país vizinho.

Ainda sobre o que o Governo de S.Tomé e Príncipe está a fazer, indicou ter accionado imediatamente a “protecção consular” dado ao facto de São Tomé e Príncipe não ter Missão Diplomática na Costa do Marfim, adiantando estar a agir com discrição, tendo em conta que se trata de um país amigo.

“Há mecanismos apropriados, dos quais o exercício de Protecção Consular que accionamos para resolução do problema”, explicou Ministra Elsa Pinto, esclarecendo que “caso verificarmos algum silêncio ou nulidade das diligências em curso, equacionamos, também, o envio de um enviado especial à Abidjan para resolução do caso”.




“Estamos solidários com o nosso concidadão” disse, prometendo que o Estado São-tomense “tudo fará para colocá-lo aqui no País”. Reconheceu serem morosas as diligências, devido a ausência de uma Embaixada de S.Tomé e Príncipe em Abidjan, capital da Costa do Marfim. E para contrariar essa adversidade garantiu ter dado orientações as Embaixadas em Luanda e Libreville.

Entretanto, o Presidente da Comissão Parlamentar que efectua a auscultação, Cílcio Santos, reafirmou como válido e inadiável o prazo dos oito dias dado a IURD através do seu Bispo Ranger da Silva possa trazer de volta o pastor são-tomense Uidimilo da Costa Veloso que se encontra preso em resultado de acusações feitas pela Igreja que o levou para terra estrangeira e em circunstância duvidosa, sem aceso a um advogado, em condições de desterro e sem amparo familiar.

Notícia publicada na página do facebook da Assembleia Nacional São Tome e Principe

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