O Total da Dívida Pública de STP Ultrapassou os 95% do PIB no final de 2018.

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São Tomé e Príncipe é um pequeno estado insular, com recursos e capacidade limitados. A economia tem uma base produtiva reduzida e depende largamente das importações e da ajuda externa. As exportações de mercadorias representam apenas 4% do PIB. Embora a exploração offshore de petróleo prossiga, não se prevê que haja uma produção comercial a curto prazo.

O turismo, a agricultura e a pesca têm potencial para crescer, mas requerem melhores infraestruturas e um investimento liderado pelo setor privado. Embora o turismo tenha crescido significativamente nos últimos anos, o valor acrescentado localmente é muito baixo, tendo em conta o elevado conteúdo importado.



São Tomé e Príncipe depara-se com fortes condicionalismos. O crescimento real caiu de 3,9% em 2017 para 2,7% em 2018, como reflexo da menor entrada de recursos externos, de perturbações relacionadas com as eleições e de cortes de energia. As reservas internacionais brutas sofreram uma queda acentuada, de USD 16,3 milhões (1,5 meses de importações), e a inflação aumentou de 7,7% no final de 2017 para 9,0%, influenciada pela subida dos preços internacionais do petróleo e pela escassez de produtos locais.

Dados preliminares indicam que a atividade económica continuou letárgica no primeiro semestre de 2019, tendo sofrido também com os cortes de energia e a falta de combustíveis.



A posição orçamental agravou-se notavelmente em 2018. As despesas com pessoal e de investimento sofreram aumentos não previstos no orçamento, e o corte planeado no consumo de serviços de utilidade pública não se concretizou, uma situação que contribuiu para uma derrapagem das despesas de quase 3,5% do PIB.

Como consequência, o défice primário interno ascendeu a 4,1% do PIB, tendo ultrapassado a meta em 2,8% do PIB. Além do mais, algumas entidades públicas foram autorizadas a realizar gastos extraorçamentais, o que efetivamente flexibilizou ainda mais a orientação orçamental e aumentou a dívida pública em quase 1 ponto percentual do PIB.Entretanto, a EMAE acumulou atrasados com o seu fornecedor de combustíveis de quase USD 16 milhões (mais de 3,5% do PIB), e o total da dívida pública ultrapassou os 95% do PIB no final de 2018.



Um novo governo de coligação assumiu posse em dezembro de 2018 na sequência das eleições parlamentares. O programa de reformas do governo tem por objetivo restabelecer a estabilidade macroeconómica e desbloquear o crescimento em potencial.

Publicado por FMI

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