Mário Sousa acusado de posse ilegal de armas e gestão danosa da EMAE

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Adianta a acusação que “ao longo das buscas e apreensões realizadas a uma das residências do arguido, em Vila Maria, foram encontradas e apreendidas inusitadas quantidades de balas-munições de armas de grandes calibres, tais como nove munições para uso da arma AK47 e sete munições para a arma de nove milímetros”.

Ora, a condição de Mário de Sousa, “um simples cidadão civil e desvinculado das forças públicas e segurança ou militares” não lhe permite ter na sua posse aquele tipo de munições, fosse para que fim fosse, acrescenta a acusação.

Além disso, Mario Sousa foi acusado de gestão danosa da empresa EMAE.




“Pelo exposto, cometeu o arguido Mário Lourenço de Sousa, um crime de gestão danosa em unidade do setor público, nos termos do art. 255º, nº3 e um crime de detenção ilegal de munições/arma de fogo nos termos do art. 325,nº1 do CP”, lê-se na acusação.

O Ministério Público considerou que “não obstante saber das necessidade de manutenções periódicas” dos geradores, recomendadas pelos seus fabricantes e pelos técnicos e engenheiros da empresa, que, “pelo menos desde março de 2017, foram-lhe alertando de que era preciso proceder às manutenções daqueles geradores em tempo oportuno”, o arguido “menosprezou as referidas advertências”.

E que por causa dessa sua atitude, “a produção energética da EMAE foi baixando, desde março de 2018 de 20MW (megawatt) para 7 000 KW (Kilowatt) em agosto do mesmo ano, altura em que 12 dos 20 geradores da empresa EMAE deixaram de funcionar”.

As avarias causaram “vários e prolongados cortes de energia elétrica, que duravam dias, passando as localidades e populações a ter acesso à energia elétrica, dia sim, dia não, fazendo com que todo o território de São Tomé mergulhasse em profundo apagão energético, que se arrastou até aos finais de dezembro de 2018”, conclui o Ministério Público.




Isto apesar de o arguido ter contraído um empréstimos, no valor de 2,8 milhões de euros, a 24 de agosto de 2017, que se destinava à manutenção dos geradores, refere a acusação.

Adiantando, ainda, que só em novembro e dezembro de 2018, ou seja no final do ano seguinte ao do empréstimo contraído para aquele efeito, Mário de Sousa “fez chegar a São Tomé e Príncipe peças necessárias à manutenção daqueles equipamentos”.

Publicado em RTP Notícias

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