Américo Ramos obrigado a pagar 100 mil euros e proibido de viajar.

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O Ex Ministro das finanças de São Tomé e Príncipe vai ter que pagar 100 mil euros, cerca de 2 450 000 nDbs ( dois milhões e quatrocentos e cinquenta mil dobras) e está proibido de se ausentar do país.

A decisão foi tomada por um juiz de instrução criminal, depois de ouvir, durante mais de cinco horas, o antigo ministro, que estava em prisão preventiva desde 03 de abril, acusado dos crimes de branqueamento de capital, participação económica em negócio e peculato.

Hoje, em comunicado a que a Lusa teve acesso, o Ministério Público (MP) pediu o arquivamento, por “inexistência de indícios criminais”, de dois processos que envolviam o ex-ministro das Finanças Américo Ramos e o antigo primeiro-ministro Patrice Trovoada.




Em causa estão os empréstimos de 30 milhões de dólares (26,6 milhões de euros) do China International Fund e de 17 milhões de dólares (15 milhões de euros) do Fundo do Kuwait, para a requalificação do Hospital Ayres de Menezes, na capital são-tomense, ambos acordados durante o Governo liderado por Patrice Trovoada (2014-2018).

“A instrução preparatória iniciou-se em 2017 e foram investigados os factos que indiciavam abstratamente a prática de crimes de corrupção, peculato, participação económica em negócio e abuso de poderes”, refere um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR) são-tomense.




Em ambos os processos, o MP são-tomense considerou não existirem indícios suficientes, pelo que determinou o seu arquivamento.

“O MP considerou que atenta as provas documentais e testemunhais recolhidas nos autos não se encontravam suficientemente indiciados os crimes de corrupção, peculato, participação económica em negócio. Por isso, considerando a não suficiência de indícios foi ordenado (…) o arquivamento dos autos”, refere o comunicado.

Veja o artigo completo em Notícias ao Minuto

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