O MLSTP / PSD afasta a ideia de um Governo de Unidade Nacional com o ADI.

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Governo de Unidade Nacional.

Depois de um processo eleitoral atribulado e com contornos “esquisitos”, pensamos que a publicação dos resultados finais pelo Tribunal Constitucional e a declaração do reforço do acordo de incidência parlamentar entre o MLSTP/PSD e a Coligação seriam suficientes para garantir alguma serenidade e clarividência nos passos seguintes a serem dados, nomeadamente, por parte de Sua Excelência, o senhor Presidente da República, que, constitucionalmente, é quem tem agora a última palavra.

Já várias vezes reconhecemos que o ADI foi o Partido mais votado, tendo conquistado 25 deputados, mas, dentro do respeito das regras democráticas e num sistema semi-presidencialista de pendor parlamentar como o nosso, o ADI sabe perfeitamente que não está em condições de formar Governo, pelo simples facto do segundo e do terceiro partido mais votado terem um acordo sólido que lhes garante a maioria dos deputados na Assembleia Nacional e a necessária sustentabilidade parlamentar de um governo formado por essas forças políticas. Onde está a dúvida meus senhores? Porque pretender adiar o inevitável e prolongar o martírio desse povo? Porque continuar a inventar estratégias para poderem se perpetuar no poder contra a vontade da maioria? Sim, a maioria do povo sao-tomense mostrou um cartão vermelho ao ADI e fez outra escolha. Vamos respeitar essa decisão!


Não venham agora falar em Governo de Unidade Nacional como forma desesperada de garantir a continuidade do ADI no poder. Em democracia, um Governo de Unidade Nacional é uma falácia, um desrespeito ao povo. Nao é em vão que em muitos países, quando os resultados eleitorais são complicados e não facilitam entendimentos para a formação de um Governo, a solução passa pela convocação de novas eleições para clarificar as posições. O que não é o nosso caso. Um G.U.N pressupõe, antes de tudo, a existência de algumas afinidades entre os partidos que o compõem, alguma aproximação nos programas e propostas de governação que cada um defende e, como ficou demonstrado na campanha eleitoral, o ADI apresentou propostas diametralmente opostas as do MLSTP/PSD e as da Coligação. Só agora querem dialogar? Só agora querem falar em pontos comuns? Só agora querem forçar entendimentos? Quando passaram os últimos 4 anos a dizer que a oposição era uma manta de retalhos sem ideias e propostas alternativas?

O MLSTP/PSD sempre foi e continua a ser um partido aberto ao diálogo e inclusivo, mas no quadro atual, rejeita claramente a formação de um Governo de Unidade Nacional, pelas razões aqui apresentadas e por saber que em democracia, é preciso se garantir o contraditório, é preciso haver fiscalização e controlo das ações do Governo, por isso, é necessário haver um Governo e haver também uma oposição, para ajudar o Governo a governar e para apresentar outras soluções, de forma a que o povo tenha sempre uma alternativa, caso as coisas não corram bem. Durante 4 anos, foi essa a cartilha do ADI e hoje querem mudar radicalmente de posição.


Em democracia, umas vezes ganhamos, outras vezes perdemos, é essa a beleza da coisa. Daqui a 4 anos repetimos o processo.

Parafraseando um famoso lema do ADI: ” Precisamos avançar, deixem-nos trabalhar!”.

Publicado pelo MLSTP /PSD na sua página oficial do Facebook.

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