Uma viatura queimada em São Tomé, ainda não se compara com Gabão de Patrice Trovoada

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Estas eleições legislativas, autárquicas e regionais em São Tomé e Príncipe foi uma das mais tensas no país desde a sua independência. Pelo facto do partido no poder ter sido claramente derrotado, saindo de 33 deputados para 25 ( dados provisórios), acreditando ainda assim que o povo os quer no poder. 

Neste sentido o mesmo partido tem tido ações que vão contra a constituição do país na tentativa de obter mais um ou dois deputados para ter uma maioria parlamentar e assim ter condições para governar.

São Tomé e Príncipe foi sempre um país calmo, é um dos exemplos da democracia africana, mas neste ano de 2018 o povo parece ter acordado e diz basta aos abusos de poder e aos ditadores  da nação.

A campanha eleitoral de 2018  fica marcada com a morte de um jovem na Trindade por forças policiais sem qualquer motivo aparente , destruição de uma viatura do estado pertencente a uma juíza e algumas ameaças de morte. Parece quase nada tratando-se de um país africano, mas em São tomé, um país com pouco mais de 190 mil habitantes, isso é o extremo.

Se comparamos com outros países africanos, estas eleições foram até pacíficas, em Moçambique registaram-se cinco mortes de 26 feridos nestas eleições de 2018. 



Em Gabão, o país do nascimento do Patrice Trovoada, nas eleições de 2016 
a oposição reclama ter identificado cerca de 30 mortos, a maioria por balas, enquanto a sociedade civil fala em cerca de 300 mortos.

Parece que pessoas estão a trazer “manias” de outros países para São Tomé. Esperemos que estas eleições não fiquem na história pelas piores razões.

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