O sindicato dos trabalhadores da empresa de água e electricidade EMAE, apelou a população são-tomense a calma, e a reflectir bem sobre a actual situação de crise de energia eléctrica nunca antes vista no país.
Reflexão, para o povo não castigar o inocente e deixar o culpado impune. Tudo porque segundo o sindicato da EMAE, os trabalhadores da empresa estão a ser alvos de ataques no exercício das suas funções. Mais grave ainda, é o facto dos funcionários, estarem a ser responsabilizados pela actual situação de crise de energia, com a acusação de serem incompetentes.
O sindicato esclarece a população em geral que « os grupos geradores de acordo as normas, têm necessariamente em tempo útil, sofrer de manutenções em função das horas de funcionamento».
Esclarece ainda o sindicato que teve vários encontros, « com a direcção da EMAE e sempre alertou para a necessidade de se proceder as referidas manutenções, o que não aconteceu em tempo útil».
Para além do sindicato, os próprios técnicos responsáveis pela manutenção dos grupos de geradores, também alertaram o patronado, neste caso o Governo, «produziram relatórios referentes ao estado dos grupos geradores no sentido de se proceder as devidas manutenções, diligências que não foram tomadas em consideração», reforçou o sindicato.
O sindicato da EMAE, esclarece ao público são-tomense, que «os grupos de geradores trabalharam para além das horas previstas, e agora as peças acabaram por danificar exigindo assim uma intervenção de fundo e mais demorada».
Em representação dos trabalhadores da EMAE, o sindicato diz que os factos provam que os profissionais da empresa, não podem ser culpabilizados pela crise de energia sem precedentes que tem o país completamente paralisado. «Vem comunicar a população de que de modo algum se pode atribuir a culpa aos técnicos da EMAE perante o momento crítico que se tem registado no que concerne a falta de energia», precisa o sindicato.
De quem é a culpa pela actual situação? Uma pergunta que os profissionais da EMAE deixam no ar. No entanto, o sindicato faz recordar a todo o povo de São Tomé e Príncipe, que os profissionais da EMAE são daqui, residem aqui, e por isso mesmo, são também vítimas da mesma crise de energia, que anulou toda actividade económica, comercial e social na ilha de São Tomé.
Escrito por Abel Veiga no Tela Non
Mais um rasgo de incompetência do governo. Então a empresa não tem uma direcção devidamente estruturada com competências para tomar decisões. É o governo que tem que se meter na tomada de decisões no que tange a manutenção de geradores? Daqui a pouco, também decidirá quem deve ou não rir, falar ou mesmo casar. Falta de culhões e de pratos para lavar. Mais um troço da ditadura.